25 de fevereiro de 2011

Limitações do direito de construir

Direito de Construir e suas limitações no ordenamento jurídico brasileiro, Magno Gomes de Oliveira, Revista Pensar, 1995, pp. 183 y ss

O EC comentado

 ooOoo

Limitações ao Direito de Construir - A Defesa dos Direitos de Vizinhança, Luiz Henrique Franco Ribeiro

http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=4186

RESUMO

Este trabalho é fruto de uma ampla pesquisa literária das obras de renomados autores do Direito Civil Brasileiro, oferecendo ao leitor um conhecimento claro e objetivo acerca dos problemas que se emergem do exercício do direito de construir sem a observância das restrições impostas pelo ordenamento jurídico ou pelos regulamentos administrativos. Estuda-se a propriedade, o direito de vizinhança, o direito de construir e as ações que a legislação processual coloca à disposição do ofendido para a proteção dos seus interesses.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

2 DA PROPRIEDADE: 2.1 Caracteres da propriedade; 2.2 Evolução do direito de propriedade; 2.3 A função social da propriedade

3 DO DIREITO DE VIZINHANÇA: 3.1 Do uso anormal da propriedade; 3.2 Meios para a composição dos conflitos de vizinhança; 3.3 Dos limites entre prédios e do direito de tapagem

4 DO DIREITO DE CONSTRUIR:4.1 Limitações de ordem pública e de ordem privada; 4.2 Devassamento da propriedade vizinha; 4.3 Aberturas para luz e ventilação; 4.4 Desfazimento da obra; 4.5 As paredes divisórias; 4.6 Preservação de poços e nascentes; 4.7 O uso do imóvel vizinho; 4.8 A responsabilidade pelo dano causado

5 REMÉDIOS PROCESSUAIS: 5.1 Ação demolitória; 5.2 Ação de dano infecto ou caução de dano iminente; 5.3 Nunciação de obra nova; 5.4 Ação indenizatória

6 CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS

ooOoo

Direito de construir. Restrições convencionais versus restrições legais, Kiyoshi Harada ( Universo Jurídico, 2002)

Sumario: 1. Direito urbanístico. Noções introdutórias. 2 Legislação do uso e ocupação do solo urbano. 3 Posição da jurisprudência. 4 Função social da propriedade. 5 Necessidade de enfoque sob ângulo do direito público. 6 Tendência atual da jurisprudência do E.TJESP. 7 Conclusões

http://www.uj.com.br/publicacoes/doutrinas/1262/

 

ooOoo

A possibilidade de indenização à limitação administrativa do direito de construir como garantia do direito de propriedade, Carla Liguori e Edson Ricardo Saleme

Este trabalho tem como objetivo estudar a patrimonialização do direito de construir, analisando-se assim as principais vertentes do instituto e sua correlação com o direito de propriedade. Por meio do estudo dos conceitos da limitação administrativa de construir e das leis atinentes ao assunto se estabelece um raciocínio lógico e sistemático para melhor entender a questão da patrimonialização do mesmo e a possibilidade de eventual indenização devida pela Administração ao particular. Aqui se enfoca o direito de propriedade submetido ao da Função Social da Propriedade como objetos norteadores do pensamento traçado e as novas diretivas estabelecidas constitucionalmente e pelo Estatuto da Cidade.  (Vide)

 

ooOoo

Limitações Inconstitucionais ao direito de construir. Solo Criado?,  Plínio Gustavo Prado Garcia

Neste artigo o autor apresenta seus argumentos a favor de proprietários e incorporadores, para que possam edificar em seus terrenos urbanos sem terem de pagar à Municipalidade por esse direito. O ponto central da questão se relaciona com os denominados "CEPACS", exigidos nas chamadas "operações urbanas". No entendimento do autor, esses proprietários e incorporadores podem livrar-se dessa exigência, por meio de medida judicial cabível. E buscar ressarcimento pelos valores pagos.

Mídia: Diário das Leis - Direito Imobiliário - 1º. Decêndio, Maio/2002 - Ano XXIII, nº 13, p. 11

bdi01

http://www.diariodasleis.com.br/bdi/busca_bdi.php

24 de fevereiro de 2011

Direito de Construir

Direito de Construir, Hely Lopes Meirelles, Malheiros Editores, 2000 (8ª ed. atualizada por Eurico de Andrade Azevedo com a colaboração de Paolo Grandiski e Sonia María Morandi M. de Souza), 538 pp. ( a 9ª edição é de 2005)

 

img088 img087

 

 

NOTA PREVIA

“Este livro, escrito por Hely Lopes Meirelles, foi fruto de suas aulas na Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo, onde tive a honra de lecionar como seu assistente e depois sucessor. Seu objeti­vo inicial era propiciar aos seus alunos de Engenharia a visão do Direito que se aplicava a atividade da construção civil. Posteriormente, foi amplian­do sua proposta inicial para dar também aos estudiosos do Direito a revelação dos progressos da Engenharia e da necessidade de atualização dos conceitos jurídicos que se lhe aplicavam. Surgiu, assim, este trabalho, que logo se tornou muito apreciado não só no campo do Direito e da Justina como também no da construção civil, tornando-se quase um manual de todos os que labutavam nessas áreas.

O exercício intenso da atividade de parecerista emérito (publicou onze volumes de estudos e pareceres) e sua morte em 1990 não lhe deixaram tempo para a atualização deste livro, que permaneceu na 5- edição desde 1987, embora inteiramente esgotada. Convidado por sua filha Veralice Celidonio Lopes Meirelles para essa tarefa, elaboramos a 6- e 7a edições com o concurso de Beatriz Di Giorgi, Professora de Introdução ao Estudo do Direito na Universidade Católica de São Paulo e Flávia Piovesan, Profes­sora de Direito Constitucional na mesma instituição e Procuradora do Esta­do de São Paulo.

Nesta edição, contamos com a valiosa colaboração do Eng. Paulo Grandiski, que vem ministrando cursos de pós-graduação, sobre pericias e avaliações, a engenheiros de todo o País. A ele devemos integralmente a atualização dos capítulos VIII e XIX do livro. Igualmente importante foi a contribuição da Dra. Sonia Maria Morandi M. de Souza, Gerente do De­partamento Jurídico do CREA/SP, para a atualização do capítulo X, sobre a regulamentação profissional. A ambos os nossos agradecimentos.

Como sempre, nossa principal preocupação foi nao modificar as idéias e os ensinamentos do Autor. Por isso, quando alterações da legislação e da jurisprudência venham a exigir explicações, estas são antecedidas e segui­das por um sinal gráfico (•), que indica texto novo ou modificado. As citações de novos atos normativos, que substituam os anteriores, são feitas di-retamente no texto.

A despeito dos esforços realizados, é evidente que eventuais omissões ou falhas serão notadas, pelas quais desde já pedimos escusas ao leitor, ao mesmo tempo em que lhe solicitamos sugestões para o aperfeiçoamento do trabalho”.

 

São Paulo, março de 2000

Eurico de Andrade Azevedo

 

ÍNDICE SISTEMÁTICO DA MATERIA

Capítulo 1 - CONSIDERARES GERAIS SOBRE O DIREITO DE PROPRIEDADE

  • O direito de propriedade

  • O domínio

  • O condomínio

  • A posse

  • O solo e as riquezas naturais

  • O espaço aéreo

  • Posição atual do direito de propriedade

Capítulo 2 - O DIREITO DE CONSTRUIR E SEUS LIMITES

  • O fundamento do direito de construir

  • A liberdade de construir

  • O conceito de normalidade no direito de construir

  • A protelação á segurança, ao sossego e a saúde dos vizinhos

  • Segurança

  • Sossego

  • Saúde

  • A proteção ao bem-estar social

  • A construção de habitações populares

Capítulo 3 - RESTRIÇÔES DE VIZINHANÇA AO DIREITO DE CONSTRUIR

  • Generalidades

  • Vizinhança

  • Restrição de vizinhança

  • Relatório de Impacto de Vizinhança

  • Restrições legais de vizinhança

  • Limites entre prédios

  • Distancia entre construções

  • Tapumes divisórios: muros e cercas

  • Tapume

  • Muro divisório

  • Cerca divisória

  • Paredes divisórias

  • Paredes translúcidas

  • Invasão de área vizinha. Beiral. Janela. Eirado. Terraço.Varanda. Abertura para luz

  • Invasão de área

  • Beiral

  • Janela, eirado, terraço, varanda

  • Abertura para luz: frestas, seteiras, óculos

  • Armários embutidos. Aparelhos térmicos e higiênicos. Substancias corrosivas

  • Árvores limítrofes

  • Águas pluviais, correntes e subterrâneas

  • Estrebarias e outras construções prejudiciais a vizinhança

  • Entrada em prédio vizinho para construções, reparacões e limpeza

  • Passagem forçada

  • Restrições especiais de condomínio de apartamentos

  • Restrições convencionais de vizinhança

  • Restrições individuais

  • Restrições gerais

  • Construções em desacordo com as restrições de vizinhança

  • Demolição

  • Indenização

  • Ações cabíveis

Capítulo 4 - LIMITAÇOES ADMINISTRATIVAS AO DIREITO DE CONSTRUIR

  • Generalidades

  • Conceito de limitação administrativa

  • Natureza jurídica das limitações administrativas

  • As limitações administrativas como fonte de direito subjetivo para os vizinhos

  • O poder de polícia como fundamento das limitações administrativas

  • As principais limitações administrativas

  • Limitações urbanísticas

  • Natureza das limitações urbanísticas

  • Plano Diretor

  • Regulamentação edilícia

  • Delimitação da zona urbana

  • Traçado urbano

  • Uso e ocupação do solo urbano

  • Zoneamento

  • Loteamento

  • Estética urbana

  • Limitações de higiene e segurança

  • Limitações militares

  • Patrimônio histórico e tombamento

  • Patrimônio histórico

  • Tombamento

 

Capítulo 5 - SERVIDOES ADMINISTRATIVAS E DESAPROPRIAÇAO

  • Servidões administrativas

  • Conceito

  • Instituição

  • Indenização

  • Desapropriação

  • Conceito

  • Características

  • Requisitos constitucionais

  • Normas básicas

  • Casos de desapropriação

  • Declaração expropriatória

  • Processo expropriatório

  • Indenização

  • Pagamento da indenização

  • Desvio de finalidade

  • Retrocessão

  • Anulação da desapropriação

  • Desistência da desapropriação

Capítulo 6 CONTROLE DA CONSTRUÇAO E PROTEÇAO AMBIENTAL

  • Controle da construção

  • Considerações gerais

  • Controle da construção pelo Município

  • Código de Obras

  • Aprovação de projeto

  • Relatório de Impacto de Vizinhança

  • Alvará

  • Embargo de obra

  • Demolição compulsória de obra

  • Demolição de obra licenciada

  • Demolição de obra clandestina

  • Demolição de obra em ruína

  • Proteção ambiental

  • Controle da poluição

Capítulo 7 - CONTRATOS DE CONSTRUÇAO E CONTRATOS CONEXOS A CONSTRUÇAO

  • Contratos de construção de obra particular

  • Conceito

  • Caracteres

  • Partes contratantes

  • Execução e inexecução do contrato

  • Contratos de construção "in specie"

  • Contrato de construção por empreitada

  • Contrato de construção por administração

  • Contratos de construção de obra pública

  • Contrato de empreitada

  • Modalidades

  • Caracteres

  • Riscos da execução

  • Administração contratada

  • Regime de tarefa

  • Contratos conexos á c construção

  • Contrato de projeto e de fiscalização de obra

  • Contrato de financiamento de construção

  • Contrato de trabalho para obra certa

  • Contrato de incorporação de condomínio

  • Contrato de gerenciamento

Capítulo 8 - RESPONSABILIDADES DECORRENTES DA CONSTRUÇAO

  • Considerações gerais

  • Fundamentos da responsabilidade

  • Fontes de responsabilidade

  • Causas de isenção de responsabilidade

  • Responsabilidade civil em geral

  • Responsabilidade contratual do construtor

  • Responsabilidades decorrentes da construção

  • Responsabilidade pela perfeicão da obra

  • Responsabilidade pela solidez e segurança da obra

  • Responsabilidade por danos a vizinhos e terceiros

  • Responsabilidade ético-profíssional

  • Responsabilidades trabalhista e previdenciária

  • Responsabilidade por fornecimentos

  • Responsabilidade por tributos

  • Responsabilidade administrativa

  • Responsabilidade penal por desabamento

  • Crime de desabamento

  • Contravenção de desabamento

  • Contravenção de perigo de desabamento

  • Responsabilidade por construção clandestina

Capítulo 9 - AÇÓES DE VIZINHANÇA E PERICIAS JUDICIAIS

  • Ações de vizinhança

  • Ação de indenização de danos de vizinhança

  • Ação de nunciação de obra nova

  • Ação demolitória e caução de dano iminente

  • Ação de construção e conservação de tapumes divisórios

  • Ação de travejamento em parede divisória

  • Ação de passagem focada

  • Ação de servidão de agua

  • Acoes possessórias

  • Ações de demarcação e de divisão

  • Ações de condomínio

  • Venda, locação e administração da coisa comum

  • Venda de quinhão em coisa comum

  • Outras ações de condomínio

  • Ações de loteamento

  • Impugnação

  • Dúvida

  • Adjudicação compulsória

  • Pedido cominatório

  • Pelo vizinho

  • Pela Administração

  • Contra a Administração

  • Pericias judiciais

  • Generalidades

  • Pericia

  • Perito

  • Laudo

  • Exame judicial

  • Vistoria judicial

  • Avaliação judicial

  • Conceito de avaliação

  • Determinação do valor pela avaliação

  • Métodos de avaliação

  • Avaliação de imóveis

  • Fórmulas de avaliação

  • Imóveis rurais

  • Outras avaliações

Capítulo 10 - CONSTRUÇAO CIVIL E A REGULAMENTACÁO PROFISSIONAL

  • Considerações gerais sobre a construção

  • Origens e evolução da construção

  • A construção civil

  • Normas técnicas da construção civil

  • Normas legais da construção

  • A construção civil como atividade técnico-económica

  • O aspecto técnico

  • O aspecto econômico

  • A regulamentação profissional

  • A formação dos profissionais da construção civil

  • Antecedentes da regulamentação profissional

  • O Decreto 23.569/33 e a Lei 5.194/66

  • O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e
    Agronomia

  • Os Conselhos Regionais

  • O Código de Ética Profissional

  • Os profissionais da construção civil

  • Engenheiros

  • Arquitetos

  • Agrônomos

  • Técnicos de nível superior

  • Técnicos de 2º grau

  • Encarregados e mestres-de-obras

APÉNDICE DE LEGISLAÇAO

19 de fevereiro de 2011

Dois livros fundamentais

No 2010 a editora Malheiros colocou no mercado novas edições de dois livros fundamentais para o estudo do Direito Urbanístico Brasileiro

 

DIREITO URBANÍSTICO BRASILEIROJosé Afonso da Silva

ISBN: 9788574209913
Edição: 06ed/2010
Formato: 14x21
Páginas: 470
Preço: R$ 72,00

Resenha: Uma das primeiras obras a abordar sistematicamente a matéria, apresenta os fundamentos do Direito Urbanístico, do planejamento urbanístico, a ordenação jurídico-urbanística do solo, a ordenação das áreas de interesse urbanístico especial e os instrumentos de intervenção urbanística

 

ESTATUTO DA CIDADEAdilson Abreu Dallari e Sergio Ferraz (Orgs.)

ISBN: 9788574209906
Edição: 03ed/2010
Formato: 14x21
Páginas: 470
Preço: R$ 78,00

Resenha: Reunindo vários especialistas em direito constitucional, administrativo, urbanístico e tributário, organizou-se esta obra, que representa uma das mais importantes contribuições na análise e aplicação das disposições do Estatuto da Cidade. Comentando seu fundamento constitucional, a evolução de sua regulamentação e as a lei, nos seus vários aspectos, o livro traz a contribuição de uma plêiade de autoridades sobre a matéria. (Co-edição com a Sociedade Brasileira de Direito Público-sbdp.)

9 de novembro de 2010

ESTATUTO DE CIDADE E O PLANO DIRETOR

ESTATUTO DE CIDADE E O PLANO DIRETOR: INSTRUMENTOS PARA O CUMPRIMENTO DA FUNÇAO SOCIAL DA PROPRIEDADE, Paulo Roberto de Souza Jr., Revista Eletrônica sobre a Reforma do Estado,  núm 21, março-abril-maio, 2010,
Texto do artigo

LIMITAÇÕES URBANAS AO DIREITO DE PROPRIEDADE

image

LIMITAÇÕES URBANAS AO DIREITO DE PROPRIEDADE,  Adriana Caldas do Rego Freitas Dabus Maluf, Ed. Atlas, 2010, 312 pp.

A obra enfatiza a função social da propriedade na sociedade contemporânea e a preservação do meio ambiente, atendendo aos reclamos da coletividade, tendo em vista os direitos humanos. Aborda, entre outras questões, no campo da composição das cidades, a interposição dos institutos civis e urbanísticos, enfocando desde a chegada da Companhia City, em 1912, que instituiu a formação dos lotes residenciais em diversos bairros da cidade de São Paulo, até as limitações em face da extensão da propriedade, que limitam as construções em função do espaço aéreo - altura e tipo de ocupação- e do subsolo.
Analisa também o Estatuto da Cidade - Lei n.10.257, de 10 de julho de 2001, e o Plano Diretor da Cidade de São Paulo, aprovado em agosto de 2002 e impõe as diretrizes básicas da política urbana prevista na Constituição Federal nos arts. 182 e 183. Além destes itens, elabora a presente obra uma análise da legislação ambiental, notadamente no que tange ao meio ambiente artificial.
Todos os institutos inter-relacionam-se ao direito insíto do ser humano de ter acesso a um meio ambiente sustentável e equilibrado, representando este, portanto, um direito personalíssimo do homem, num plano privado, bem como um direito humano fundamental se visto pela ótica do direito público.

 

Sumàrio

Introdução
1    Conceito e Evolução Histórica do Direito de Propriedade
   1.1    A propriedade coletiva nas sociedades primitivas
   1.2    A propriedade no direito romano
   1.3    A propriedade no direito medieval
   1.4    A propriedade no direito moderno
2    Evolução Constitucional do Direito de Propriedade no Brasil
3    O Direito de Propriedade Conexo aos Direitos da Personalidade
4    A Função Social da Propriedade
5    A Função Social da Cidade
6    A Formação dos Conglomerados Urbanos na História
   6.1    A cidade antiga
   6.2    A cidade medieval
   6.3    A cidade do Renascimento e a cidade barroca
      6.3.1    Configuração urbanística no modelo europeu ¿ a cidade de Paris
   6.4    A cidade moderna e a cidade industrial
      6.4.1    Configuração urbanística no modelo americano ¿ a cidade de New York
   6.5    A cidade socialista
7    Natureza Jurídica das Limitações Urbanas ao Direito de Propriedade
8    Limitações Urbanas ao Direito de Propriedade
9    Limitações Urbanas em Face da Extensão da Propriedade
   9.1    Limitações urbanas no espaço aéreo
   9.2    Limitações urbanas no subsolo
10    Limitações Urbanas Legais
   10.1    Limitações urbanas no Código civil
   10.2    Limitações urbanas em face do direito de vizinhança
      10.2.1 Origens dos direitos de vizinhança
      10.2.2    Conceito de direito de vizinhança
      10.2.3    Classificação
      10.2.4    Natureza jurídica
      10.2.5    Os conflitos de vizinhança
      10.2.6    Restrições ao direito de propriedade quanto à intensidade de seu
exercício: o uso normal e o uso anormal da propriedade
   10.3    Limitações urbanas em face do direito de construir
   10.4    Limitações urbanas em face do condomínio edilício
   10.5    Limitações impostas pelas servidões
11    Limitações Urbanas em Leis Especiais
   11.1    Limitações impostas pelo Estatuto da Cidade (Lei 10.257, de 10.7.2001)
   11.2    Limitações urbanas por tombamento
      11.2.1    Tombamento e planejamento nacional, estadual e municipal
      11.2.2    Natureza jurídica
      11.2.3    Efeitos do tombamento para proprietários e para terceiros
      11.2.4 Indenização
   11.3   Limitações impostas pela desapropriação
      11.3.1    Desapropriação urbanística
   11.4    Limitações urbanas impostas pela lei de parcelamento do solo urbano
   11.5    Limitações urbanas e a lei de zoneamento
12    Limitações Urbanas Impostas pela Preservação do Meio Ambiente
   12.1    O meio ambiente artificial
   12.2    Instrumentos da política urbana destinados à tutela do meio ambiente
artificial
   12.3    Responsabilidade civil pelo dano ecológico
   12.4    Proteção do meio ambiente
13    Limitações Urbanas em Outros Sistemas
   13.1    Direito francês
   13.2   Direito italiano
   13.3    Direito alemão
   13.4    Direito espanhol
   13.5    Direito português
14 Conclusões
   Referências bibliográficas

23 de setembro de 2010

Coletânea de legislação urbanística

 

Coletânea de legislação urbanística – Normas internacionais, constitucionais e legislação ordinária, Edésio Fernandes, Betânia Alfonsin (Coord.), Editora Forum, 2010, 251 pp.

 

Ficha técnica

 

Esta coletânea de legislação de Direito Urbanístico pretende cumprir o papel de difundir as principais normas que conformam a nova ordem jurídico-urbanística brasileira inaugurada pela Constituição Federal de 1988, consolidada pelo Estatuto da Cidade de 2001 e grandemente enriquecida nos últimos anos.

Com o cuidado de introduzir teoricamente a obra e resgatar a história, o objeto e os princípios do Direito Urbanístico Brasileiro, os juristas e urbanistas organizadores da coletânea selecionaram as normas constitucionais e as normas federais pertinentes, bem como os mais importantes tratados internacionais firmados pelo Brasil relacionados ao tema.

Trabalho pioneiro do gênero, a presente coletânea de legislação urbanística reúne o elenco normativo indispensável para agentes públicos e operadores jurídicos responsáveis pela implementação da política urbana preconizada pela Constituição Federal e pela interpretação das questões relacionadas à gestão urbano-ambiental das cidades brasileiras.

 

Direito urbanístico

11 de agosto de 2010

VI CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO URBANÍSTICO

image

INSCRIÇÕES 

As “cidades modernas” são um espaço coletivo cada vez mais complexo, culturalmente muito rico e diverso. Um palco de experiências sociais tensionadas por disputas políticas. Pessoas que expressam modos próprios de vida e identidade, que se relacionam simultaneamente ao local e ao global. Pessoas ligadas à cidade não apenas pela relação de posse ou propriedade sobre seus bens, mas por vínculos afetivos e culturais.

Para alinhar-se a essa realidade, o Direito Urbanístico deve ultrapassar suas fronteiras tradicionais, buscando uma maior interação com Direito Civil, Processual Civil, Ambiental, Agrário, Sanitário, Administrativo e outras áreas do conhecimento que interferem no desenvolvimento urbano e no direito à cidade.

Brasília, com sua concepção modernista, no ano de seu cinqüentenário, é o palco ideal para discutir essas fronteiras e a aplicação dos instrumentos previstos no ordenamento jurídico urbanístico brasileiro.

Neste sentido, o IBDU, convida a todos a participarem VI Congresso Brasileiro de Direito Urbanístico que se realizará em Brasília, no Hotel Nacional, entre os dias 07 a 10 de dezembro de 2010, sob o tema “Por um Direito Urbanístico sem fronteiras”

No VI Congresso Brasileiro de Direito Urbanístico, acadêmicos, operadores do direito, profissionais da área do urbanismo e demais segmentos envolvidos com o temário urbano, bem como com as instituições e gestores do Poder Público que atuam no campo do desenvolvimento e planejamento urbano terão a oportunidade de compartilhar suas experiências, estudos e pesquisas, seus conhecimentos e sua criatividade para conhecer melhor as cidades e para indagar como podem ser mais produtivas, solidárias e sustentáveis.

 

 http://www.ibdu.org.br/congresso_brasilia.asp

11 de julho de 2010

Anais do V Congresso Brasileiro de Direito Urbanístico

O EC comentado O EC comentado01  O EC comentado02

ibdu_r2_c2 

Apresentação

“....O V Congresso Brasileiro de Direito Urbanístico realizado na cidade de Manaus, entre os dias 16 e 19 de novembro de 2008, como mote central, discutiu os avanços e as dificuldades para a consolidação do Direito Urbanístico brasileiro nestes vinte anos que transcorreram desde que a promulgação da Constituição brasileira, em outubro de 1988.

O V Congresso Brasileiro de Direito Urbanístico promoveu um balanço sobre a evolução do direito urbanístico brasileiro no decorrer dos 20 (vinte) anos da Constituição Brasileira de 1988, mediante o debate e diálogos públicos com os diferentes sujeitos que atuam nos Poderes Públicos, na academia e na sociedade civil sobre o Direito Urbanístico e a ordem jurídica urbanística brasileira.

Como é sabido, a Constituição Brasileira de 1988 estabeleceu normas específicas, sobre a política urbana, voltadas à promoção do desenvolvimento das funçõessociais da cidade, da função social da propriedade urbana e do bem estar dos habitantes das cidades brasileiras. Estas normas foram disciplinadas infraconstitucionalmente pelo Estatuto da Cidade, que adotou um conjunto de diretrizes, instrumentos e medidas para os objetivos da política urbana serem alcançados como o estabelecimento da democracia participativa através da gestão democrática das cidades, dos seus habitantes terem acesso a condições dignas de vida com o desenvolvimento do direito a cidades sustentáveis.

A realização de um balanço sobre o direito urbanístico nos 20 anos da Constituição Brasileira teve como foco avaliar a evolução da ordem jurídica urbanística brasileira, o estágio da sua assimilação pelas instituições e agentes responsáveis pela promoção da política urbana, tais como autoridades e gestores públicos, operadores do direito, considerando os paradigmas emergentes desta ordem jurídica, fundados nas funções sociais da cidade, função social e ambiental da propriedade urbana, direito à cidade, gestão democrática da cidade e desenvolvimento urbano sustentável. Pretende-se, então, discutir os olhares dos diferentes sujeitos que atuam nos Poderes Públicos, na academia e na sociedade civil sobre o Direito Urbanístico, bem como debater as interfaces do Direito Urbanístico com outros ramos do Direito.

.............................

A publicação dos Anais do V Congresso Brasileiro de Direito Urbanístico com os trabalhos científicos sobre os temas de direito urbanístico, estimula e possibilita e a promoção de troca de experiências para todas as pessoas que desenvolvam atividades, estudos, pesquisas neste campo do conhecimento do direito.

A oportunidade da publicação dos trabalhos científicos do Congresso atende os objetivos de fomentar a produção científica e propiciar um maior aprofundamento científico sobre temas de direito urbanístico , bem como de disseminar e analisar experiências sobre a aplicação e implementação da ordem jurídica urbanística nas cidades brasileiras”.

Nelson Saule Júnior, Presidente do IBDU (Biênio 2006-2008)

Sumário

1. A ORDEM JURÍDICA URBANÍSTICA E REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

  • O território da dicotomia urbanístico-ambiental: a favela, Raphael Bischoff dos Santos ...........................................................……...........................15
  • Loteamentos irregulares e clandestinos: sua regularização no município de Porto Alegre, Leila Maria Reschke, Luciano Saldanha Varela, Simone Santos Moretto , Simone Somensi ......................  ..............................................29
  • Desafios do serviço legal em ações de usucapião coletivo no judiciário paulista: experiências de extensão universitária na comunidade do Paraisópolis, Rodrigo Ribeiro de Souza, Ana Carolina Navarrete, Marco Aurélio Purini Belém, Renata Gomes da Silva, Stacy Natalie Torres da Silva                                                                   ..................................................43
  • Retomando a problemática da integração das favelas à cidade: Após 20 anos da “Constituição Cidadã”, o Estado de Direito chegou às favelas? Alex Ferreira Magalhães ............................................................................................55

2. A ORDEM JURÍDICA URBANÍSTICA E A FUNÇÃO SOCIAL DASTERRAS PÚBLICAS

  • Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia: fundamentos jurídico-urbanísticos, aplicabilidade e gestão pós-titulação, no Município de Osasco, SãoPaulo, Patryck Araújo Carvalho ......................................................71
  • Aluguel entre particulares em áreas públicas municipais: considerações sobre conflitos enfrentados na implementação do programa paulistano de regularização fundiária de favelas, Ana Paula Bruno, Candelaria Maria Reyes Garcia, Raphael Bischof dos Santos                                                       .......85
  • Fundamentos e instrumentos à ampliação da proteção às áreas especiais referentes aos direitos à moradia e ao meio ambiente: notas introdutórias, Marise Costa de Souza Duarte, Maria Dulce P. Bentes Sobrinha       ............93

 

3. INSTRUMENTOS PARA A GOVERNABILIDADE DAS CIDADES / A GESTÃO DEMOCRÁTICA DAS CIDADES

  • Gestão democrática das cidades: a Constituição de 1988 é efetiva?, Marinella Machado Araújo, Gabriela Mansur Soares, Mariano Henrique Maurício de Campos ..............................................................................................103
  • Governança participativa de áreas públicas: em que avançamos da Constituição de 1988 ao Estatuto da Cidade, Marinella Machado Araújo, Gabriela Mansur Soares, Thaís Louzada de Sousa ....... 115
  • A educação jurídica popular como instrumento do direito à gestão democrática da cidade: a prática extensionista na busca por uma participação popular efetiva, Lívia Gimenes Dias da Fonseca, Marco Aurélio Purini Belém, Stacy Natalie Torres da Silva ..................................................................................................125

4. PROTEÇÃO DO DIREITO À CIDADE, A ORDEM URBANÍSTICA E A SUA JUDICIABILIDADE

  • A difícil implementação dos instrumentos urbanísticos quando da revisão da legislação do uso e ocupação do solo urbano Tatiana Monteiro Costa e Silva, Marcel Alexandre , Lopes                                   ..........................................139
  • Política habitacional no Rio de Janeiro: dez anos de morar sem risco (1994 a 2004), Roberto Jansen das Mercês  ......................................................151
  • Acesso à justiça e segurança da posse da terra: obstáculos judiciais à regularização fundiária plena, Vera Lúcia de Orange Lins da Fonseca e Silva, Juliana Accioly Martins                                                                    ..................163

5. PROTEÇÃO DO DIREITO À MORADIA NOS CONFLITOS FUNDIÁRIOS URBANOS

  • Conflitos fundiários urbanos: o dilema do direito à moradia em áreas de preservação ambiental, Ana Maria Filgueira Ramalho, Vera Lúcia de Orange Lins da Fonseca e Silva                                                                                     ........179
  • Vila Itororó: direito à cultura como ameaça ao direito à moradia?, Aline Viotto, Bianca Tavolari, Jonnas Vasconcelos, Yasmin Pestana ... ............187
  • A experiência do SAJU-USP na Vila Itororó: assistência e assessoria podemcaminhar juntas?, Caio Santiago, Paulo L. Martins, Rafaela Oliveira, Vivian Barbour                                                                          ..........................201
  • Pluralismo jurídico e o direito à moradia em Fortaleza, Francisco Filomeno de Abreu Neto              ............................................................................. 211
  • Direito à moradia: os planos diretores da RMBH aplicam o Estatuto da Cidade e a Constituição Federal de 1988?, Naiane Loureiro dos Santos, Circlaine da Cruz Santos Faria, Marinella Machado Araújo             .............................223

6. FORMAS E INSTRUMENTOS DE REGULAÇÃO DO MERCADO DE TERRAS

  • Dinâmica urbana e a legalização da produção do espaço (i)legal Kênia de Souza Barbosa ...................................................................................237

7. A REVISÃO DA LEGISLAÇÃO DO PARCELAMENTO DO SOLO URBANO – BALANÇO E NOVAS PERSPECTIVAS

  • O direito à cidade e a revisão da lei de parcelamento do solo urbano Nelson Saule Júnior .     ...............................................................................249
  • Revisão da lei de parcelamento do solo e ampliação da oferta de terras para habitação de interesse social: aprendizados de Fortaleza/CE, Antonio Jeovah de Andrade Meireles, Henrique Botelho  Frota ..................................275

8. PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO E INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA

  • A outorga onerosa do direito de criar solo: a experiência da cidade de Porto Alegre, Andrea Teichmann Vizzotto ....................................................289
  • Uma proposta inovadora: operação urbana consorciada Lomba do Pinheiro – Porto Alegre, Denise Bonat Pegoraro, Cléia B. Hauschild de Oliveira, Andréa Oberrather                                                                                                       ...........301
  • Planejando o território regionalmente: planos diretores para além dos limites municipais, Luiz Alberto Souza ...........................................................313
  • Outorga Onerosa do Direito de Construir: a experiência de Belém, Helena Lúcia Zagury Tourinho .      .................................................................325
  • Estudo de Impacto de Vizinhança: a legislação do EIV em Porto Alegre, Gladis Weissheimer, Maria Tereza Fortini Albano          ...................................339

9. A APLICAÇÃO DA ORDEM JURÍDICA URBANÍSTICA NAS CIDADES DA AMAZÔNIA

  • Balneabilidade na Praia da Ponta Negra, direito à cidade e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, Danielle de Ouro Mamed, Cyntia Costa de Lima, Joelson Rodrigues Cavalcante                                                                          .....353
  • Criação de municípios indígenas: desafios ao direito brasileiro, Caroline Barbosa Contente Nogueira, Prof.Dr. Fernando Antônio de Carvalho Dantas ......  .......................................................................................365
  • Municipalização da licença ambiental em Manaus: compatibilização entre licença ambiental e urbanística, Edson R. Saleme         .......................... 375
  • O licenciamento urbanístico no município de Manaus, Jussara Maria Pordeus e Silva              ....................................................................................387
  • Planos diretores, participação popular e a questão indígena: reflexões sobre o texto constitucional e o Município de São Gabriel da Cachoeira (AM), Mariana Levy Piza Fontes         ..........................................................................427
  • Proposta de compensação fiscal para assentamento de populações carentes de Manaus-AM, Miguel Angelo Feitosa Melo, Simone Minelli de Lima Texeira, 433